Opinião

Os estágios evolutivos dos espíritos - No plano espiritual continuamos os mesmos

Por Rogério Nascente
Blog Certas Palavras
rogerionascente.blogspot.com.br

Quando estamos no mundo físico, como espíritos encarnados, conforme formos passando pelas experiências da vida, vamos apresentando as nossas características. Pode ocorrer de não demonstrarmos como realmente somos - podemos agir de uma forma e pensar de outra, “mascarando” a nossa real identidade. De acordo com a “habilidade” de cada um, estas máscaras podem perdurar ou se desfazer, mais cedo ou mais tarde - pois é difícil enganar a todos o tempo todo. De toda forma, sendo verdadeiros ou nem tanto, obtemos novos aprendizados - como espíritos imortais que somos -, seja através dos acertos (que nos trazem alegria imediata por tê-los realizado) ou dos equívocos que cometemos (porque nos apresentam, através da dor em nossa consciência, que precisamos melhorar para evoluirmos mais celeremente).

O nosso corpo físico pertence ao mundo material e no momento em que fique impossibilitado de conter e/ou manter o fluido vital, ele perece - o que morre é o corpo físico. O espírito apenas deixa o seu envoltório carnal e continua a sua vida como ser imortal, em outro período de instrução e preparo para reencarnar (em novo corpo físico), no momento adequado e enquanto isso for necessário. Continuamos, assim, após a libertação do corpo físico, exatamente os mesmos que éramos enquanto dele nos utilizávamos como uma roupa. O falecimento do corpo não nos torna outros. Na dimensão espiritual, porém, não somos mais capazes de fingir, de mascarar a verdade. Não temos mais como esconder o que pensamos. Bom que exercitemos, desde já, o hábito de sermos verdadeiros. Tão importante quanto sermos verdadeiros, é buscarmos nos tornar melhores, procurarmos evoluir.

O educador, escritor e tradutor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), que é conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, ao codificar a Doutrina Espírita, baseou-se em informações advindas do Plano Espiritual, através de processo mediúnico. Ao verificar o fato acima mencionado - de continuarmos os mesmos, após o retorno à vida espiritual - procurou obter informações sobre como poderiam ser “classificados” os espíritos, em escala a ser utilizada de forma didática. Afinal, como não temos a possibilidade de conhecer os seus pensamentos, precisamos saber como identificá-los, aproximadamente, a fim de não sermos ludibriados pelos enganadores ou brincalhões.

Segundo Kardec, em O Livro dos Espíritos: “Os espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição. Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram”. A seguir, na mesma obra, são apresentadas as características dos espíritos em cada uma das categorias que se encontram.

As informações sobre o mundo espiritual estão ao nosso alcance, basta querermos. Nunca nos esqueçamos de que a instrução é fundamental ao nosso progresso intelectual e moral.​

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